Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

O FOGÃO

 

 

 

 

MITO”GRAFIAS IV

(Sâo notas sobre objectos, lugares e comportamentos ou atitudes que não deixando saudades ainda assim me dão que pensar.)

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

         É quase sempre assim. Começa por ser uma ideia genial que muda tudo, abre perspectivas novas, de tão revolucionária parece definitiva e à qual não se podem apontar defeitos. Com o petróleo também foi o caso.

 

         Rolavam os primeiros automóveis todos pimpões, raros, cobiçados mas inacessíveis, inofensivos e desejáveis quando surge uma nova e promissora aplicação desse líquido precioso: um pequeno fogão simples de utilizar, capaz de acabar com o fumo e a fuligem nos lares, capaz de cozinhar as refeições em metade do tempo, de permitir o uso de trens mais leves, mais higiénicos e mais práticos. O célebre fogão “PRIMVS”!

 

         O fogão “PRIMVS” ardia diligentemente com um pouco de petróleo, ocupava um pequeno espaço e era fácil de limpar até brilhar como o ouro.

 

         Durou pouco aquela magia: rapidamente apareceria um novo fogão que usava um gás em vez de um líquido, não deixava no ar o cheiro untuoso do combustível, não defumava os tachos e tinha forno incorporado!

 

         O petróleo não era definitivamente apropriado para a cozinha. Aquilo funcionava bem era nos carros, aviões e todo o tipo de máquinas e motores. Era a solução de todos os problemas do progresso e, principalmente, era, à altura, inesgotável!

 

         Aquele cheiro desagradável dos fumos daquela maquinaria toda? Nada de especial! Dióxido de quê? E depois?

 

         E pronto. Cá estamos nós. O preço dos combustíveis é um problema que faz dos preços dos alimentos outro problema? O planeta está sufocado, quente e inóspito? A crise deixou de ser uma questão aguda para se tornar numa situação crónica? E daí? O que é que querem que se faça agora? Se têm alguma ideia melhor digam lá qual é ou então calem-se para aí. Ora essa! A ideia era boa e se isto aconteceu foi sem querer. Vocês nunca se enganaram?

 

         Talvez o pior de tudo é que, garantidamente, se se pudesse voltar atrás nada de melhor haveria de acontecer. O mal de uns continua a ser o bem de outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

LATAS, GARRAFAS E FRASCOS DE BOCA LARGA

 

 

 

 

 

MITO”GRAFIAS III

(São notas sobre objectos, lugares e comportamentos ou atitudes que não deixando saudades ainda assim me dão que pensar.)

 

 

 

 

 

         Àquela ideia antiga de que “burro velho não aprende letra” respondeu-se que “o saber não ocupa lugar” e que é “aprender até morrer!”.

 

 

         Agora pedem-nos que aprendamos todos os dias que passam. Sob pena de ficarmos muito rapidamente fora desta realidade torrencial.

 

 

         Mas se estivermos com atenção, algumas vezes o que nos estão a pedir é que desaprendamos. Porque nos pedem que reneguemos algo que tomámos como boa informação para aderirmos a um conhecimento substitutivo de discutível consistência. A certos tipos de conhecimento de circunstância, de moda, de conveniência económica, política, social ou outra qualquer que seja. Pedem-nos, por exemplo, que esqueçamos tudo o que esforçadamente aprendemos sobre consoantes surdas, acentuação ou gramática porque...blá, blá, blá.

 

 

         E se estivermos com muita mais atenção, o que algumas vezes nos estão mesmo a pedir é que reaprendamos. Não é que, ironicamente, práticas dos tempos do subdesenvolvimento como aproveitar latas, garrafas, frascos de boca larga, roupa velha ou lixo, são agora, práticas “verdes”, “ecológicas” e “modernas” a que chamam “reutilização”?! Possivelmente vão até tornar-se vitais ao planeta!!

 

 

         Estas cambalhotas não abonam em favor daqueles que se atrevem a dirigir os destinos dos povos. Afinal aprender pode valer de nada porque demasiadas vezes não demora a revelar-se puro logro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Publicado por anarka às 13:17
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

A HORTA

 

 

 

 

 

MITO”GRAFIAS .II

(Sâo notas sobre objectos, lugares e comportamentos ou atitudes que não deixando saudades ainda assim me dão que pensar.)

 

 

 

 

 

 

             Durante séculos praticou-se nestas terras uma agricultura de subsistência que muitas vezes chegava à  auto-suficiência.

 

            Por toda a ilha, mesmo nas zonas urbanas, todos cultivavam pequenos quintais ou grandes quintas adjacentes às respectivas moradias, donde colhiam produtos frescos, biológicos e totalmente controlados pelos próprios.

 

            Com grande esforço pessoal, os de poucas posses (geralmente depois do trabalho por conta doutrem), ou com recurso a mão-de-obra paga, os mais abastados, com poucos equipamentos e com técnicas ancestrais, todos procuravam produzir, o mais possível, a base da sua alimentação: batatas, feijões, couves ...

 

            Hoje apenas alguns resistentes e uns quantos visionários persistem nessas práticas, agora em moldes mais modernos apesar de, eventualmente, um pouco menos saudáveis.

 

            Curiosamente em países grandes, desenvolvidos e ricos multiplicam-se os adeptos destes usos pelos numerosos benefícios que deles retiram.

 

            O Square Foot Gardené um sistema idealizado para permitir a prática da jardinagem ou da horticultura em espaços muito pequenos e sem muito esforço. E, pelo menos, permite-nos cultivar um pé de salsa, umas alfaces e umas boninas amarelas, no pátio ou na varanda.

 

            Pode ser mais uma pequena fonte de felicidade.

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

MITOGRAFIAS.

 

 

 

 

 

 

MITO”GRAFIAS .I

(São notas sobre objectos, lugares e comportamentos ou atitudes que não deixando saudades ainda assim me dão que pensar.)

 

 

 

            As minhas memórias vêm de tempos em que este mundo dava os primeiros passos após uma guerra devastadora. A este microcosmo isolado de um país atrasado pouco chegava do pouco que ainda havia.

 

            50 anos depois o desprezo pelo tanto que há disponível, ao ponto do consumo desmesurado ameaçar a própria sobrevivência do planeta, faz parecer a tal escassez muito mais próxima do equilíbrio e, portanto, muito mais inteligente.

 

            Somos nós que, incapazes de nos conter, não estamos a ser lá muito racionais!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

             

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